Domingo, 5 de Novembro de 2006

SEXO VIRTUAL

por Paula Reis

Vivemos hoje uma nova modalidade sexual, o Sexo Virtual.
O domínio do computador por um número cada vez maior de pessoas, aliando as facilidades dos envolvimentos à distância e a privacidade oferecida pela Internet.

Os desejos e fantasias se expressam de forma explícita e ao mesmo tempo, sigilosa, pelos caminhos da net, desencadeando uma nova e não menos grave moléstia, os viciados pelo sexo virtual.

Pesquisas revelam que os Estados Unidos são hoje detentores de mais de dois milhões de pessoas viciadas em sexo virtual. Pessoas que chegam a navegar entre 15 a 20 horas por semanas nos sites de sexo, no Brasil não temos dados estatísticos, mas certamente somos também detentores de um número respeitável de brasileiros, viciados em sexo virtual.

O que acaba acontecendo é que os relacionamentos pré-existentes se tornem tão frágeis que muitos casamentos e relações estáveis acabam se desfazendo.
As pessoas criam uma fantasia tão mágica com relação a necessidade da própria sexualidade que o sexo se transforma em excitamento tão imediato que o simples fato de estar frente ao computador, pode desencadear um estímulo sexual enorme.

São homens e mulheres que vivem as próprias fantasias sexuais através de imagens e simulações que levam a uma excitação tamanha que as torna sexualmente satisfeitas, eliminando assim, a sensação da necessidade real do contato sexual.

A pessoa passa a viver a própria sexualidade de forma virtual, sem o contato com o outro, numa forma velada de masturbação, aparentemente com a imagem do outro. O isolamento e a privacidade ficam de tal forma exclusivos que somente as pessoas colocando os computadores em locais visíveis, poderão se proteger deste enclausuramento virtual.

O policiamento pessoal e a determinação, serão aliados importante no combate a este auto-isolamento virtual, pois a compulsão a visitar os sites de sexo, faz com que as pessoas vivam uma desestabilização psicológica, o sexo passa a ter o significado da realização imediata do desejo, sem o verdadeiro empenho na conquista ou interação pessoal.

A grande verdade é que o sexo virtual é um novo desvio da sexualidade.
Uma nova conduta sexual se instaura, o trabalho psicoterápico, parece ser o caminho mais eficiente no combate a suas causas.

O sexo pode e deve ser divertido, excitante e a fantasia é sua grande aliada para um excitamento agradável e prazeroso, mas é com carinho, toque, comunicação e atmosfera da relação com o outro a grande solução para a realização sexual, sem falar do pleno prazer proporcionado no contato com o parceiro.

Transformar o desejo e desenvolvimento sexual numa exclusiva atitude virtual, poderá convergir mais cedo ou mais tarde em transtornos conseqüentes, tais como impotência ou apatia sexual.

O prazer sexual, tenderá a se fechar em um mundo tão virtual, que o contato com o outro tenderá a ser visto como um retrocesso, o que definitivamente não é verdade.

O sexo é um complemento da relação, e precisa da conivência e da participação do outro, a fantasia pode ser o tempero, mas não deve ser o único meio de excitação e realização sexual.

O sexo virtual, quando vivido de forma sistemática, pode acarretar como conseqüência a destruição de relacionamentos e carreiras profissionais, uma vez que o foco do desejo fica centrado na virtualidade do prazer sexual, contribuindo para um isolamento perigoso e doentio. Os relacionamentos a distância são sempre muito sedutores, a realidade nem sempre.

É necessário aprender a lidar com as diferenças, a virtualidade acaba anulando esta necessidade, o perfeito idealizado parece real.
A virtualidade pode favorecer as situações sexuais novas, através da máquina, a pessoa, pode dar vazão as mais variadas fantasias, pode se excitar ao ponto de produzir um grande orgasmo, com a masturbação da era virtual.

A gravidade da situação não é a coisa em si, mas a compulsão que pode tornar esta forma de excitamento com a única válida na vivência da própria sexualidade, aí começam os transtornos psicológicos, a materialização do conflito sexual.
A Net pode ser uma grande cortesã, uma aliada nos relacionamentos, pois facilita que as pessoas se expressem mais e melhor o pensamento se transformando em palavras bem elaboradas, é o sentimento aparecendo com mais transparência.

A virtualidade precisa ser usada como uma grande aliada no desenvolvimento dos relacionamentos e da própria sexualidade, saber usar a favor e não contra, os benefícios serão expressivos.
A facilidade que o virtual fornece é que provoca seu uso inadequado e excessivo, transformando o sexo, em sua primeira vítima, principalmente porque mascara as verdadeiras dificuldades sexuais.

Como podemos nos esconder atrás e através da máquina, a fantasia e os desejos podem ser vividos de modo explícito, sem o risco da timidez, da vergonha e da loucura.

O sexo virtual nada mais é do que uma forma de masturbação como tratamos acima, o que pode até ser salutar, o problema portanto não é a masturbação virtual, mas a exclusividade da vivência sexual virtual.
publicado por Paula Valentina às 17:39

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