Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

D. H. Lawrence

 

David Herbert Lawrence, que viria a ser universalmente conhecido como D. H. Lawrence, nasceu na aldeia de Eastwood, no Reino Unido, em 1885.

Sua obsessão por mulheres, sexo e amor revelou-se desde cedo. Embora ele custasse a se decidir sobre a quem amar, tendo perdido a virgindade só aos 23 anos, conseguiu traduzir esses temas numa obra literária magnífica.

Desde seu primeiro romance, de 1911, O pavão branco, Lawrence mostra-nos o amor como uma força da natureza, as paixões como redemoinhos que carregam os fracos seres humanos, e as mulheres carregando o destino dos casais.

As mulheres de Lawrence são decisivas para a existência dos homens, de forma positiva ou não. Elas são, segundo ele, o angelical e o animal da natureza encarnados no humano.


A segurança de um par de seios

Ao perder a mãe, Lydia Lawrence, em 1910, o escritor sentiu-se tão inconsolável a ponto de romper com a noiva, Jessie, alegando que ninguém poderia "possuir sua alma", que fora dada à mãe. Esse radical estado de espírito irá mudar quando Lawrence encontrar Frieda, uma aristocrata prussiana, casada e com 3 filhos.

Os dois apaixonam-se. Ela larga o marido e as crianças, e o novo casal vai para a Prússia, onde se casa em 1914. Frieda era uma loira de olhos verdes, e a opulência dos seios encantava Lawrence, que escreveu "entre seus seios é meu lar".

Tranqüilizado pelo amor, no ano seguinte Lawrence publica O arco-íris, romance que a crítica classificou de "nauseabundo". A polícia apreendeu os exemplares do livro por ordem de um tribunal. O livro foi considerado obsceno, apesar de não conter uma única palavra de "baixo calão". O editor desculpou-se por haver publicado o livro.


O ser fundamental e elementar

Lawrence julgava que o sexo era o nosso ser fundamental. Isso está expresso em seus livros. No Arco-íris ele assim se coloca numa trama em que os personagens agem acima das convenções sociais, conforme seus desejos.

As paixões não escolhem gênero ou faixas etárias em seus romances. Assim, a jovem casada e grávida torna-se amante da professora de música, e a matrona apresenta o sexo para o adolescente. Tudo isso era demais para o início do século na Inglaterra. Lawrence recusava-se a assumir a postura do pornógrafo, publicando livros com pseudônimo para um público essencialmente masculino e com finalidades apenas de excitação sexual. Ele estava discutindo a sociedade humana.


Culto ao falo

Lawrence ambicionava criar um moderno culto ao falo, mas sem que isso implicasse em opressão à mulher. Esse culto não deveria, segundo ele, voltar-se ao pênis masculino, mas a um grande Falo Universal, símbolo da fertilidade criadora.

A mulher seria o elemento de ligação que transformaria o pênis em Falo Universal. Em sua teoria homem e mulher são basicamente diferentes, mas devem buscar o perfeito equilíbrio entre masculino e feminino.

Lawrence caminhava para escrever um grande romance erótico, mas antes deste ápice criou outra obra prima, Mulheres apaixonadas, em que dois casais são confrontados diante dos dilemas da paixão e um deles fracassa, por não encarar de frente sua realidade sexual como principal meta. O escritor achava que ninguém escapa a esse confronto essencial.


O sexo no jardim

Vivendo na Toscana, perto de Florença, onde instalou-se com Frieda, Lawrence começou a escrever sua obra máxima em 1926. O amante de lady chatterley é a história de Constance Reid, uma bela mulher que se casa com Clifford Chatterley, um oficial inglês em licença. Após a lua de mel ele é chamado para uma das frentes de batalha da Primeira Guerra. Retorna inválido, numa cadeira de rodas.

Sir Chatterley é um homem refinado e compreensivo. Vendo a situação da jovem esposa, autoriza-a a encontrar um amante que ela "deseje de todo o coração". Inicialmente Constance opta pela castidade, mas com o tempo se interessa por Oliver, empregado da mansão, que vive numa cabana no parque que envolve a propriedade.

Oliver é baixo, feio e rude, mas tem para ela a força da natureza. Ao encontrá-lo para transmitir ordens do marido, acaba por entregar-se a ele. Suas relações com o empregado são arrebatadoras. A irmã de Constance tenta levá-la a Paris para que esqueça o amante. Mas ela volta mais apaixonada. Fazem amor sob a luz da lua, no jardim. Ele diz, de forma rude, que é seu fodedor. Ela enrubesce com a palavra rude, mas ele diz que não há vergonha nisso.

O desfecho se dá com Oliver deixando o emprego para tornar-se operário em Sheffield. Constance descobre que está grávida e confessa ao marido. Este imagina que o filho pertence a Duncan Forbes, um pintor que eles haviam hospedado. Ela sente horror pela condescendência do marido e abandona a casa para refugiar-se junto à família.

Essa foi apenas a primeira das 3 versões que o romance teve. Nas demais, ele descreve toda a força do amor sexual dos dois com uma intensidade crua, embora elegante. Constance reflete sobre o pênis do amante com as seguintes palavras: "Sim, num homem verdadeiro, o pênis tem vida própria, e é um segundo homem dentro do homem."

Lawrence glorifica a alegria dos corpos durante o sexo, o que para ele é um das leis eternas da natureza.

Quando o romance ficou pronto, Lawrence fazia tratamento de saúde na Suíça, já desenganado pelos médicos. O livro apareceu em 1928 e a imprensa o qualificou de "uma latrina". Um dos matutinos afirmou que "os esgotos da pornografia francesa não tinham produzido nada de comparável". Lawrence defendeu veemente sua criação magnífíca publicando um A propósito de O amante de lady Chatterley, em que acusava seus críticos de evitarem a "sexualidade vital".

D. H. Lawrence morreu tísico, em 2 de março de 1930.

publicado por Paula Valentina às 22:36

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