Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006

Ejaculação Feminina

É impressionante que, às portas do século XXI, ainda se questione a existência da ejaculação feminina. Isso, graças à completa obscuridade em que se vê relegada a sexualidade da mulher. Vamos pegar uma lanterninha, um holofote e até dedos mais iluminados e vasculhar este imenso mar desconhecido. O CIO responde às 10 perguntas mais freqüentes sobre a ejaculação feminina. 1. Afinal, ejaculação feminina existe? Apesar de muito discutida e questionada, a ejaculação feminina existe e não é uma lenda ou mito. Quem duvida da sua existência nunca prestou muita atenção ao ver uma mulher ejacular ou então nunca ejaculou. A ejaculação feminina é um fato que já foi observado em laboratório e foi descrita há muitos séculos por Aristóteles. 2. Ejaculação feminina é uma anomalia? A ejaculação feminina não é uma anomalia. Porém, no começo deste século, espalhou-se a falsa noção de que a ejaculação feminina nada mais era que um tipo de incontinência urinária no momento do orgasmo - algo impossível de acontecer, como veremos adiante. O certo é que a ejaculação é uma liberação de líqüido associada ao orgasmo e ao prazer da mulher e, portanto, completamente saudável. Da mesma maneira, é importante notar que a mulher que não ejacula não é doente e que o orgasmo feminino não precisa vir, necessariamente, acompanhado de ejaculação. 3. Todas as mulheres podem ejacular? Nem todas as mulheres ejaculam e mesmo a mulher que já ejaculou pode não experimentar esse tipo de liberação toda vez que atinge o orgasmo. Nem todo dia tem é dia de festa... As mulheres cujas glândulas parauretrais produzem pouco líquido, ou que não são devidamente estimuladas, têm mais dificuldade de ejacular. 4. De que é feito o líqüido que a mulher ejacula? É xixi? O líqüido expelido durante a ejaculação é claro, às vezes leitoso, ralo e geralmente inodoro. Pesquisas comprovaram que sua composição é semelhante ao líqüido produzido pela próstata nos homens. Apesar de muita gente achar que pode ser xixi, o líquido ejaculado não contém uréia e nem provém da bexiga. Aliás, seria impossível uma mulher fazer xixi no momento do orgasmo já que o músculo contraído na hora do clímax é o mesmo que segura o xixi - desta maneira, a urina jamais poderia ser liberada. Básico, não? 5. De onde vem o líqüido ejaculado? O líqüido ejaculado é produzido pelas glândulas parauretrais que se localizam ao longo da parede vaginal, ao redor da uretra. A glândula parauretral é envolvida por um tecido erétil que é estimulado quando bem tocado. Quando o clímax é atingido, o líqüido produzido pela glândula é expelido através da abertura uretral, e não pela vagina. 6. Que tipo de estímulo leva a mulher a ejacular? O estímulo ritmado do clitóris e do ponto G, na entrada da vagina, são os mais indicados para provocar a ejaculação na mulher. Por estar em contato íntimo com o canal uretral e as glândulas parauretrais, o ponto G parece ser de suma importância no processo da ejaculação feminina. No momento que antecede a ejaculação, a sensação se assemelha muito à vontade de fazer xixi. Talvez por este motivo muitas mulheres "travam" a ejaculação por medo ou vergonha, com receio de "urinar" no pênis do companheiro ou nas mãos da companheira. Cabe salientar aqui, para as mulheres heterossexuais, que o estímulo provocado pelos dedos parece ser bem mais efetivo no caso da ejaculação feminina do que a penetração peniana pura e simples. 7. A ejaculação feminina ajuda a lubrificar a vagina? O líqüido ejaculado nada têm a ver com a lubrificação vaginal. A lubrificação é feita antes do orgasmo, no início do processo de excitação, e é produzida pelas glândulas de Bartholin, localizadas na entrada da vagina. A ejaculação acontece no clímax do ato sexual e seu líquido é liberado através do canal da uretra. 8. Quando foi descoberta a ejaculação feminina? A primeira descrição da ejaculação feminina foi feita por Aristóteles, numa época em que se acreditava que o líquido expelido pela mulher também continha o sêmen necessário para a procriação. Depois que descobriram que o líquido era estéril, a ejaculação feminina foi, aos poucos, perdendo sua importância aos olhos da ciência. Porém, no século XVII, o cientista holandês Regnier de Graaf voltou a descrever a ejaculação feminina apontando sua origem nas glândulas localizadas ao longo da uretra (glândulas que depois associou, por comparação, à próstata masculina). Em 1880, o Dr. Alexander Skene, ginecologista americano, provou a existência dessas glândulas que, inicialmente foram batizadas com seu nome e hoje são mais conhecidas como parauretrais. No início do século XX, num acesso de misoginia, o meio científico reduziu a ejaculação feminina a um sintoma histérico, somatizado na forma de incontinência urinária. Mesmo nos anos 50, os relatórios Kinsey e Masters & Johnson colocaram em dúvida a existência da ejaculação feminina, dizendo ser um mito. Foi somente a partir dos anos 80, com experimentos realizados em laboratórios com voluntárias, que médicos e cientistas puderam finalmente comprovar e documentar a existência da ejaculação feminina. Examinando a composição química do líquido expelido, esses cientistas puderam constatar que, ao contrário das mentiras propagadas no começo do século, o líquido ejaculado não era de maneira nenhuma xixi, mas algo comparável ao líquido fabricado pela próstata masculina, não tendo nenhuma outra função a não ser o prazer da mulher. Nada como um pouquinho de história e ciência, não meninas? 9. Ejaculação feminina é uma espécie de inveja do pênis? Muita gente despreza a ejaculação feminina, dizendo ser um mito, uma invenção de lésbicas feministas ou de mulheres histéricas, neuróticas e assanhadas. Uau! Quem pensa assim deveria ler mais a respeito do assunto. A ejaculação feminina existe, é um fato, e poderia incrementar bastante a vida sexual de homens e mulheres pois é algo que só aumenta o prazer e a satisfação da mulher. 10. Por que a ejaculação feminina é tão desconhecida? O preconceito e a desinformação são os principais fatores que empurram a ejaculação feminina para dentro do armário. Sabendo de sua existência, as mulheres que nunca experimentaram a ejaculação poderiam buscá-la com maior freqüência, apesar da liberação de líquido não ser absolutamente necessária para o orgasmo (mas, sem dúvida, a ejaculação poderia aumentar esse prazer). Então, garotas, literalmente, mãos a obra!!!!!!
publicado por Paula Valentina às 11:14

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1 comentário:
De S a 29 de Maio de 2010 às 06:06
O item 4 afirma que a mulher não faz xixi durante o ato sexual, mas algumas mulheres fazem. Fazer xixi durante o sexo é possível e acontece sim.
Fiquei com uma dúvida no item 5, quando se afirma que as glândulas parauretrais estão localizadas "ao longo do canal vaginal, ao redor da uretra". Elas ficam ao longo do canal vaginal ou ao redor da uretra? Ou, ainda, dentro da uretra? Pq são duas coisas completamente diferentes e uma vez que a ejaculação feminina é liberada pelo orifício da uretra, entende-se que a glândula produtora do líquido da ejaculação se localize dentro da uretra.

Sexo: M
Namorando
Recife-PE

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