Sábado, 29 de Março de 2008

Sexo Virtual

Enviado por raysilveira em 20/01/2008 15:30:00 (181 leituras internas) Contribuições deste autor
Pensamentos

A meu ver, aquilo que já se convencionou intitular “sexo virtual” - dado o caráter recente e revolucionário de sua prática - ainda está eivado de preconceitos, fantasias e, sobretudo, de contradições, a começar pela nomenclatura. “Masturbação Compartilhada” é aquela que se me afigura a mais adequada pelo simples e evidente motivo de se tratar, nada mais, nada menos, do que disso mesmo. As opiniões variam desde uma aceitação silenciosa a declarações radicais. Já ouvi de uma senhora a opinião de que se apanhasse o marido em semelhante prática, não teria ciúmes nem guardaria ressentimentos, “simplesmente o internaria num manicômio”. Parece-me que o secular preconceito judaico-cristão contra o sexo convencional se estende agora a esta nova modalidade nada ortodoxa. Gostaria de permanecer imparcial. Infelizmente não é possível, pois uma indagação surge automaticamente diante de opiniões tão extremadas: será que essa gente não se masturba, nunca se masturbou e nem jamais se masturbará? Será que esta prática surgiu apenas com o advento da internet? Ou ela só é nefanda, intolerável, hedionda, execrável, pecaminosa, promíscua, quando compartilhada virtualmente? Bem, reconheço que estas indagações já conduzem implicitamente uma resposta. Garanto, contudo, que se trata de uma resposta honesta, isenta de preconceitos e que tolera muito bem uma ou várias opiniões divergentes, desde que alicerçadas na lógica.

Aquilo que vai ser transcrito a seguir são testemunhos alheios, gravados, sigilosos (anônimos), mas com o pleno conhecimento e permissão dos depoentes. Posso adiantar apenas que se trata de pessoas solteiras, que, voluntariamente, aceitaram colaborar nesta enquete. Vale reiterar: “Convém deixar bem evidente que não se pretende com este texto responder a nenhuma pergunta e nem solucionar quaisquer dificuldades, mas tão somente suscitar questionamentos e reflexões”.

“Não tenho entrado em salas de faixa etária diferente.

Na nossa, parece que o único canal de comunicação tem sido o sexo.

Por que essa sensação de obrigatoriedade?

Ou se faz sexo, ou fazemos parte de grupos de pessoas que não tem nada a dizer umas às outras. Beijam-se... se auto promovem... ou promovem o amigo/a.

A net virou o teatro do sexo.

A chamada masturbação compartilhada transformou-se num grande teatro em que os atores buscam a melhor performance.

Ou entro como atriz, ou mantenho conversa frívola, ou fico sozinha.”



“Eu não banalizo nada em minha vida.

Ou eu a tornaria banal também.

Não faria isso em qualquer universo onde estivesse."



“Para termos amigos ou amores, precisamos dispor de tempo para eles”.

São poucos, aqueles que se dispõem a abrir mão da diversidade tão francamente oferecida, em favor da qualidade de um relacionamento mais restrito.

Há uma corrida desenfreada na direção do "comer mais" e do "comer todos"

O que sobra disso é a solidão virtual.

Como este é um universo de solitários reais, tenho percebido que a fusão da solidão real com a virtual tem provocado danos e sofrimentos que ninguém ainda tentou estudar ou analisar.

No real, a vida perde o sentido quando não temos ninguém.

Aqui, a vida perde o sentido porque temos quem queremos.

Em qual dos dois mundos estaremos mais solitários?”



“Acho que falo pela média das mulheres. Estou na média.

Na masturbação solitária, você tem total liberdade. Imprime o seu próprio ritmo. É dono do seu prazer. Acho que é assim para homens e mulheres.

Para haver uma masturbação compartilhada, satisfatória, não poderíamos fugir do que acontece no mundo real. É necessária uma afinação. Um casamento do sensual com o sexual. Isso se consegue aos poucos e pode ocorrer nos namoros virtuais, quando um parceiro escolhe o outro, e se predispõe a dizer do que lhe dá prazer e do que lhe incomoda.

O que tenho visto é simplesmente a busca pela excitação que leva a uma masturbação que continua a ser solitária.

Estamos ainda longe da masturbação solidária. Pela banalização e pelo medo que temos de expor a nossa sensualidade/sexualidade.

As máscaras ainda não caíram. Quando elas resvalam, fugimos. A felicidade e a plena satisfação, ainda não são bem vistas pela chamada "Civilização Ocidental".

As promessas do céu são para os infelizes e insatisfeitos.

"Entrai pela porta estreita". "Não ajunteis tesouros na terra"

E assim por diante.”

Ray Silveira
Médico Ginecologista

publicado por Paula Valentina às 03:28

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Sábado, 22 de Março de 2008

Aborto

31 de Janeiro de 1994
publicado por Paula Valentina às 01:36

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