Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Canção das Mulheres

 

 

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo "Olha que estou tendo muita paciência com você!"

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Lia Luft, escritora gaúcha

publicado por Paula Valentina às 01:24

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As razões do amor...

Os místicos e os apaixonados concordam em que o amor não tem razões. Angelus Silésius, místico medieval, disse que ele é como a rosa:
"A rosa não tem "porquês". Ela floresce porque floresce".

Drummond repetiu a mesma coisa no seu poema As Sem-Razões do Amor. É possível que ele tenha se inspirado nestes versos mesmo sem nunca os ter lido, pois as coisas do amor circulam com o vento.

"Eu te amo porque te amo..." - sem razões... "Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Meu amor independe do que me fazes. Não cresce do que me dás. Se fosse assim ele flutuaria ao sabor dos teus gestos. Teria razões e explicações. Se um dia teus gestos de amante me faltassem, ele morreria como a flor arrancada da terra".

"Amor é estado de graça e com amor não se paga".
Nada mais falso do que o ditado popular que afirma que "amor com amor se paga". O amor não é regido pela lógica das trocas comerciais. Nada te devo. Nada me deves. Como a rosa que floresce porque floresce, eu te amo porque te amo. "Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários... Amor não se troca... Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo"...

Drummond tinha de estar apaixonado ao escrever estes versos. Só os apaixonados acreditam que o amor seja assim, tão sem razões. Mas eu, talvez por não estar apaixonado (o que é uma pena...), suspeito que o coração tenha regulamentos e dicionários, e Pascal me apoiaria, pois foi ele quem disse que "o coração tem razões que a própria razão desconhece". Não é que faltem razões ao coração, mas que suas razões estão escritas numa língua que desconhecemos.

Destas razões escritas em língua estranha o próprio Drummond tinha conhecimento, e se perguntava: "Como decifrar pictogramas de há 10 mil anos se nem sei decifrar minha escrita interior? A verdade essencial é o desconhecido que me habita e a cada amanhecer me dá um soco." O amor será isto: um soco que o desconhecido me dá?

Ao apaixonado a decifração desta língua está proibida, pois se ele a entender, o amor se irá. Como na história de Barba Azul: se a porta proibida for aberta, a felicidade estará perdida. Foi assim que o paraíso se perdeu: quando o amor - frágil bolha de sabão - não contente com sua felicidade inconsciente, se deixou morder pelo desejo de saber. O amor não sabia que sua felicidade só pode existir na ignorância das suas razões. Kierkegaard comentava o absurdo de se pedir aos amantes explicações para o seu amor. A esta pergunta eles só possuem uma resposta: o silêncio. Mas que se lhes peça simplesmente falar sobre o seu amor - sem explicar. E eles falarão por dias, sem parar...

Mas - eu já disse - não estou apaixonado. Olho para o amor com olhos de suspeita, curiosos. Quero decifrar sua língua desconhecida. Procuro, ao contrário do Drummond, as cem razões do amor...

Vou a Santo Agostinho, em busca de sua sabedoria. Releio as Confissões, texto de um velho que meditava sobre o amor sem estar apaixonado. Possivelmente aí se encontre a análise mais penetrante das razões do amor jamais escrita. E me defronto com a pergunta que nenhum apaixonado poderia jamais fazer: "Que é que eu amo quando amo o meu Deus?" Imaginem que um apaixonado fizesse essa pergunta à sua amada: "Que é que eu amo quando te amo?" Seria, talvez, o fim de uma estória de amor. Pois esta pergunta revela um segredo que nenhum amante pode suportar: que ao amar a amada o amante está amando uma outra coisa que não é ela. Nas palavras de Hermann Hesse, "o que amamos é sempre um símbolo". Daí, conclui ele, a impossibilidade de fixar o seu amor em qualquer coisa sobre a terra.

Variações sobre a impossível pergunta:
"Te amo, sim, mas não é bem a ti que eu amo. Amo uma outra coisa misteriosa, que não conheço, mas que me parece ver aflorar no seu rosto. Eu te amo porque no teu corpo um outro objeto se revela. Teu corpo é lagoa encantada onde reflexos nadam como peixes fugidios... Como Narciso, fico diante dele... No fundo de tua luz marinha nadam meus olhos, à procura... Por isto te amo, pelos peixes encantados..."(Cecília Meireles)

Mas eles são escorregadios, os peixes. Fogem. Escapam.
Escondem-se. Zombam de mim. Deslizam entre meus dedos.

Eu te abraço para abraçar o que me foge. Ao te possuir alegro-me na ilusão de os possuir. Tu és o lugar onde me encontro com esta outra coisa que, por pura graça, sem razões, desceu sobre ti, como o Vento desceu sobre a Virgem Bendita. Mas, por ser graça, sem razões, da mesma forma como desceu poderá de novo partir. Se isto acontecer deixarei de te amar. E minha busca recomeçará de novo..."

Esta é a dor que nenhum apaixonado suporta. A paixão se recusa a saber que o rosto da pessoa amada (presente) apenas sugere o obscuro objeto do desejo (ausente). A pessoa amada é metáfora de uma outra coisa. "O amor começa por uma metáfora", diz Milan Kundera. "Ou melhor: o amor começa no momento em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética."

Temos agora a chave para compreender as razões do amor: o amor nasce, vive e morre pelo poder - delicado - da imagem poética que o amante pensou ver no rosto da amada...

Rubem Alves, teólogo, filósofo e psicanalista brasileiro

publicado por Paula Valentina às 01:22

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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Carência afetiva,inimiga número um do amor ...

Quem não conhece a expressão de que não devemos ir ao supermercado fazer compras quando estamos com fome, pois assim compraremos muito mais de que realmente necessitamos? Com o amor acontece algo similar. Quando nos sentimos carentes é comum embarcarmos em relacionamentos confusos, pois buscaremos no outro o amor que não conseguimos armazenar em nós mesmos. Algumas mulheres ao se sentirem carentes, doam intensamente seu amor ao companheiro, oferecendo toda espécie de carinho, afeto, agrado, abrindo mão de sua própria vida em função do outro. O companheiro vem em primeiro lugar, muitas vezes acabam abrindo mão de seus amigos, trabalho, família, filhos, simplesmente para satisfazê-lo. Mulheres carentes fazem de tudo em prol do companheiro, vendem sua própria alma, ou melhor seu coração, se for preciso. Se esquecem que são tão merecedoras de amor quanto eles. Como os homens se comportam frente as mulheres carentes? No início alguns podem até gostar, já que recebem tudo de suas amadas, carinho, amor e dedicação total. Com o tempo acabam se cansando desta situação, perdem interesse por suas companheiras, desqualificando-as e desmerecendo-as. Essas mulheres, possuem uma lógica distorcida do amor, pensam que quanto mais se doarem ao seu amado, mais ele as amará. Quando a mulher se esquece de si, ela abre portas para ser rejeitada, para ser menosprezada e para não ser valorizada pelo companheiro. As mulheres carentes, muitas vezes não conseguem se satisfazer com o que recebem. Sugam a energia dos que estão a sua volta exigindo atenção constate, querendo agradar, querendo ser uma boa dona de casa, esposa e amante. Por medo de serem abandonadas, fazem de tudo para ter seu companheiro por perto, como afirma o ditado: ruim com ele pior sem ele. A baixa auto-estima sempre vem acompanhada nesses casos, pois não gostando de si, atraem pessoas que também não a valorizam. Quando a mulher é independente, inteira e autônoma ela é mais seletiva em suas escolhas afetivas, tem a capacidade de optar por relacionamentos que irão lhe oferecer trocas mais maduras e criativas. Escolhem companheiros mais maduros psicologicamente, dispostos a dar e receber e a manter um relacionamento onde os dois ganhem. Voltando ao exemplo do início: quando se está com muita fome até o pão de ontem se aceita. Com carência é igual, pois qualquer coisa é melhor do que nada. Como não cair nessas armadilhas então? Primeiramente a mulher deve priorizar sua vida, saber dar a devida importância a seus valores, idéias e crenças pessoais. Deve estimular o contato com suas amizades, estar aberta a novas amizades ou experiências de vida, dedicar-se a um trabalho produtivo que goste e no qual sinta-se realizada, ter vários prazeres em sua vida e principalmente não limitar o seu existir, o seu propósito de viver em função de uma relação.
publicado por Paula Valentina às 21:08

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Necessidade de acasalamento...


… “ Mas essa necessidade de acasalamento não terá também a ver com uma coisa inerente à condição humana, o sentimento do desamparo?

É o que estou a dizer, não nascemos para ficar sozinhos. É rara a pessoa que, passado o tempo do luto – e muitas vezes nem é luto, é libertação ou alívio – não queira voltar a partilhar. O desamparo é uma coisa muito forte em nós. E aí os homens são muito mais carentes e dependentes do que as mulheres. As mulheres têm mais prática de estarem sozinhas. Uma das coisas que veio revolucionar este universo das mulheres sozinhas foi as novas tecnologias. Muita gente considera o paradigma da solidão, eu acho óptimo.

As relações virtuais?

Vejo mulheres sozinhas e com um círculo social muito fechado, que à noite estão nos “chats”, onde conseguem partilhas de intimidade enormes.

É compensador?

Acho que sim. Antigamente as pessoas sozinhas iam para os bailes de bairro. Eu vivia no campo Pequeno e, aos domingos, havia um baile num dos clubes mais antigos de Lisboa, que eu e os meus amigos chamávamos o «esfrega». Era para lá que iam dançar os chamados magalas e as criadas, que estavam em Lisboa e não conheciam ninguém. Muitos casamentos aconteceram assim. Estas formas de convívio desapareceram. Acho muito saudável que as pessoas sejam capazes de arranjar as suas redes. Seja lá de que maneira for. A solidão é uma coisa muito pesada.”


José Gameiro, 57 anos, doutorado em Saúde Mental, fundador da Sociedade de Terapia da Família (1978)

Entrevista de Ana Soromenho, in Única, Expresso n.º 1780 de 8 de Dezembro de 2006.
publicado por Paula Valentina às 21:06

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AMANTES...

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publicado por Paula Valentina às 21:03

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ANSIEDADE...

O que significa que temos necessidades genéticas de vinculação. A harmonia vem desses sinais de afecto. Espera--se que depois, em adulto, não só mantenha esses vínculos afectivos como seja capaz de os vivenciar, de os reportar, para bem do seu desenvolvimento. Ou que, perante a incapacidade, quando não os tem, de os desenvolver de um outro jeito." O mais importante é não ter medo da ternura. E olharmos para as provas de amor não como uma obrigação, mas no sentido de sermos capazes de nos vincular, de dar e receber. "Isso resolve muitos problemas, mesmo nas pessoas que têm maiores dificuldades, que têm problemas simbióticos", afirma Felicidade Campos.

"O FACTO DE AMARMOS alguém há muito tempo faz-nos muitas vezes pensar que essa pessoa já não precisa de provas de amor."

 "Há pessoas com uma história pessoal pesada, que ficam numa grande aflição se o outro não dá provas de amor. Mas se encontrarem alguém que compreenda essa dinâmica, acalmam, vão ganhando confiança e são capazes de reformular sua dependência." Para a especialista, não é pedagógico dizer a estas pessoas frases como: "És dependente do teu marido (ou da tua mulher)." "Estas pessoas que ainda não aprenderam a lidar com essa sua fragilidade, que ainda não tiveram tempo ou espaço para a reformularem, sentem-se encurraladas. E isto perturba completamente a relação." Daí que as fragilidades não se devam explorar, mas ser reencaminhadas para as coisas boas. Para serem resolvidas em consciência. Como explica Felicidade Campos, à . medida que uma pessoa vive bons momentos

SINAIS DE AMOR NO CASAL

No intuito de conhecer melhor os desejos recíprocos, a psicoterapeuta Sylvie Tenenbaum propõe que reflicta neles com o seu companheiro, com a ajuda das seguintes perguntas:

1. Quais os sinais que deseja receber, verbais e não verbais? 2. Quais os sinais que dá, verbais e não verbais?

3. Quais os sinais que recebe, verbais e não verbais?

4. Esta troca de provas de amor e de atenção convém a ambos? Há adequação entre aquilo que cada um espera e recebe?

5. Poderiam ambos obter o que lhes falta, falando simplesmente um com o outro? Se o meu companheiro repara que estou numa roda-viva, pelo menos obtive sucesso na primeira parte da minha comunicação indirecta: isso mostra-me que, aos olhos deles, eu existo. Tudo é preferível à indiferença que o silêncio parece traduzir." Como alerta aquela especialista, não podemos deixar entrar na relação aquilo que passa por indiferença, pois, se para alguns ela significa doçura e tranquilidade, também pode passar por tepidez.

"A forma como os casais expressam o seu amor prediz com grande precisão o futuro das relações", revela Cláudia Morais, psicóloga, especializada em terapia familiar, conjugal e individual pela Universidade de lisboa, no seu existam algumas diferenças entre homens e mulheres, a expressão verbal dos sentimentos acaba por ser um recurso fundamental na manutenção da satisfação conjugal. De facto, sentirmo-nos amados passa muito por ouvirmos o outro expressá-lo. Alguns casais reconhecem que sentem alguma saudade do tempo em que 'tinham' de dar provas de amor ao outro. Com o passar do tempo, é como se tudo passasse a estar garantido, pelo que algumas pessoas deixam de investir nessa área." E se há quem consiga viver bem sem ficar dependente destas demonstrações, também há quem fique completamente preso nestas malhas, sentindo a sua ausência como uma falha na relação. "O facto de amarmos alguém há muito tempo faz-nos muitas vezes pensar que essa pessoa já não precisa de provas de amor", segundo Cláudia Morais. No entanto, a expressão dos sentimentos é de tal forma importante que, a partir do momento em que deixam de existir, "a relação ressente-se" . Daí que os especialistas trabalhem de modo continuado no sentido de "criar espaços terapêuticos em que os membros do casal possam fazê-lo abertamente". Felicidade Campos, psicóloga social e psi-coterapeuta, não gosta da expressão "provas de amor". "Parece uma obrigação. É mais importante olhar para as coisas de um modo positivo. Os sinais de afecto são sempre bons. É pelo lado afectivo que nos desenvolvemos. Nascemos com necessidades afectivas. Em todos os momentos do nosso desenvolvimento, as figuras parentais ou quem as substitui vão-nos dando sinais de tranquilidade, de reconhecimento, sinais visuais, de contacto. Quando isso não acontece, a criança fica numa determinada porque o outro a vai sossegando, há um sentido de sintonia e de apoio à fragilidade, e não de exploração da mesma. "É na ternura que sossegamos, que temos relaxamento. É na busca do bem-estar. E isto só se desenvolve com a troca. As necessidades afectivas mantêm-se toda a vida, mas a maneira como as vivenciamos é que nos vai distinguir", afirma a especialista. Mais do que esperar que os outros nos forneçam a atenção desejada, devemos ser nós mesmos fontes de amor. Tornando-nos dadores, contribuímos para a satisfação das nossas próprias necessidades. E como o outro não pode adivinhar os nossos pensamentos e desejos, mais vale verbalizá-los e fazer pedidos claros e precisos do que ficar eternamente à espera, na expectativa de ser satisfeito. "Ter vontade de agradar, de dar ao outro aquilo que ele espera, é tão importante quanto a busca do seu próprio prazer, sempre dentro do quadro do desejo real em agradar, e não no do dever-obrigação. A alegria que se sente perante a alegria do outro é uma fonte de felicidade inesgotável." Como refere Felicidade Campos, não há relacionamentos perfeitos, há relacionamentos com afecto, vividos e clarificados no momento do desconforto. "Isso é o que cada um precisa de ter presente. Cuidar de uma relação é ter respeito pelas fragilidades do outro, e não explorá-las. É uma relação pela positiva e não pela negativa. Mas isto é uma aprendizagem. É muito bom, quando as pessoas gostam umas das outras, dizer primeiro do que é que gostam: 'Gosto de muitas coisas, mas depois há aqui uns pormenores de que é preciso ir tomando conta.' Não se deve chegar ao ressentimento. Quando há desconforto, há que conversar, enaltecendo aquilo de que se gosta. A relação não tem de ser esforço, não tem de ser desgastante. A isto chama-se maturidade afectiva", conclui Felicidade Campos. •

publicado por Paula Valentina às 21:02

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QUE AMOROSOS!!!

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publicado por Paula Valentina às 21:00

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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Allan Pease, psicólogo

Qual é a diferença entre o erotismo e perversão?

No erotismo, utiliza-se uma pena; na perversão, utiliza-se uma galinha!

 

 

Os homens não simulam o orgasmo. Nenhum homem pode fazer uma cara daquelas

de propósito.

Para as mulheres, o sexo é o preço a pagar para se casarem. Para os homens,
o casamento é o preço a pagar para terem sexo.
   
Uma das fantasias dos homens é fazer amor com duas mulheres. As mulheres
têm a mesma fantasia: assim, já têm com quem falar quando ele adormece.
Quando se trata de sexo, as mulheres precisam de uma razão; os homens
precisam de um lugar.
  
Os homens têm horror às críticas. É por isso que adoram casar com virgens.
publicado por Paula Valentina às 22:43

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Vida Sexual

Encaramos a vida sexual

dos nossos adolescentes com

um paternalismo insuportável.

É claro que nos cabe a responsabilidade de pôr à sua disposição toda a informação existente, explicar-lhes co­mo funciona o sistema reprodutivo, dar nome às doenças,tornar claro como se evitam e por aí adiante.É uma obrigação dos pais e sobretudo da escola, que se é lá que aprendemos como se multiplicam os coelhos ou as amibas,mais faltava que não falássemos com clareza e exactidão do nosso corpo.Recusar uma educação sexual na escola é, por isso, um total absurdo, com o qual não de­ve haver a menor complacência. O pior é que como reacção ao obscurantismo em que muitos de nós vive­mos reagimos aqui, como em tantos outros capítulos da vida dos mais novos, com um desejo insano de lhes pou­par frustrações e desgostos.E aí caímos em desvelos idiotas, concedendo que tenham direi tos, sem que assumam os deveres que lhes estão associados. Que sentido faz di­zer-lhes que é perfeitamente legítimo que tenham rela­ções sexuais, se não forem capazes de procurar um mé­todo contraceptivo adequado, de se assegurar que não correm perigo de contrair ou contagiar o outro com uma doença sexualmente transmissível e,sim,de assumirem em conjunto uma possível gravidez? É que a educação a sério é o passar da certeza de que a vida sexual é uma con­quista individual e não um passatempo oferecido por adultos, que chamam a si as partes chatas.Tanto o dis­curso do pecado como o do «deixa estar, que te compro o preservativo» são sintoma de um desejo de apropria­ção da liberdade dos outros. Não é admissível que com o pretexto de se sair de um paternalismo se caia noutro.

ISABEL STILWELL

publicado por Paula Valentina às 22:31

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