Domingo, 8 de Abril de 2007

Porque é que o sexo morre depois do casamento?

Porque é que o sexo morre depois do casamento?

 

As pesquisas dizem que mais de 55% das mulheres casadas não estão interessadas em sexo com os maridos. Nos meus 35 anos de aconselhamento de casais, trabalhei com muitos homens que também não estão interessados em sexo com as esposas. O problema não é geralmente a falta de desejo sexual – é que eles não estão interessados em sexo com os parceiros. Há uma boa razão para isto.

A sexualidade em relações longas é o resultado da energia do amor que corre entre duas pessoas. Se alguma coisa está a bloquear essa energia, a energia sexual entre eles também é bloqueada. Podem existir muitas razões para estes bloqueios mas a mais comum é o que eu costumo chamar “sistema de relação de insistência-resistência”. Funciona do seguinte modo: u
m dos parceiros, vamos chamar-lhe Bill, “insiste” com o outro para obter tempo, aprovação, atenção, apreço e também sexo.

O Bill pode insistir com gentileza, cuidados (dar de modo a receber algo de volta), presentes, afastamento, ira ou  culpa. Estes comportamentos são um impulso/uma insistência quando o Bill sente um vazio por dentro, uma sensação semelhante a um buraco negro que quer ser preenchido  através de aprovação, validação e sexo. De facto, o sexo pode ser o modo, para além do trabalho, através do qual o valor do Bill enquanto homem é comprovado e o seu vazio interior preenchido. Pode ser a principal maneira de se sentir amado. À
parceira, vamos chamar-lhe Jan, ao invés de se sentir amada pela gentileza, presentes, afastamento, ira e culpa, sente-se como um objecto. Ela sente que o Bill está a ser simpático ou está zangado para a manipular para o sexo – não porque queira genuinamente dar-lhe ou expressar-lhe o seu amor mas  porque quer obter o amor dela. Ele parece-lhe um rapazinho carente que se quer tornar seguro, realizado ou liberto. Ela acaba por se sentir usada e esgotada quando têm sexo e não amada. Como não quer ser usada nem controlada pelo Bill e como não se sente atraída por ele quando ele parece um rapazinho carente, o corpo começa a resistir e ela deixa de sentir atracção sexual por ele. É claro que também pode acontecer ao contrário, sendo a mulher a insistir e o homem a não querer ser usado e controlado por ela.

Neste sistema de insistência-resistência entre o Bill e a Jan, é necessário que ocorram uma série de mudanças para que a paixão volte. O Bill tem de parar de tentar controlar a Jan. Ele tem de aprender a responsabilizar-se pelos seus próprios sentimentos e bem-estar – para se validar a si mesmo e preencher-se a si próprio de amor, e não estar sempre a tentar controlar se consegue alguma coisa da Jan. Ele precisa de experimentar um processo de cura espiritual tal como o Inner Bonding (veja curso grátis em http://www.innerbonding.com ).

A Jan precisa de aprender a dizer o que pensa em vez de ceder (ter sexo quando não quer) ou resistir. Ela tem de dizer ao Bill que não se sente receptiva quando ele insiste com ela para ter sexo ou qualquer outra coisa como tempo, atenção, apreço ou aprovação. Enquanto ela não estiver preparada para dizer o que pensa, sem culpa ou juízos de valor sobre o sentimento de vazio e carência dele, o Bill não compreenderá qual é o problema. Ele pensará apenas que ela é frígida ou tem um qualquer problema sexual e não perceberá a sua responsabilidade no sistema matrimonial. A Jan também precisa de experimentar o Inner Bonding ou outro processo espiritual de cura para se tornar suficientemente forte para dizer o que pensa.

A maioria das mulheres sente-se atraída por um homem quando ele se sente seguro e bem consigo próprio. A carência não é excitante. Também os homens não se sentem atraídos por uma mulher carente, uma mulher que necessita que ele faça amor com ela para se sentir segura, merecedora e digna de amor. Na nossa sociedade é mais comum para um homem tentar conseguir a comprovação do seu valor através do sexo do que uma mulher; é por isso que mais homens insistem no sexo. Em qualquer dos casos, ambos os parceiros têm de fazer a sua cura espiritual para se tornarem fortes o bastante, de modo a amarem verdadeiramente a si mesmos e aos outros.

Autor: Margaret Paul

(Trad. Madalena Serronha)

Margaret Paul é Doutorada, autora de best-sellers e co-autora de oito livros, incluindo Do I Have To Give Up Me To Be Loved By You?, Do I Have To Give Up Me To Be Loved By My Kids?, Healing your Aloneness, Inner Bonding, e Do I Have To Give Up Me To Be Loved By God. Visite o seu site e obtenha um curso de Inner Bonding gratuito: http://www.innerbonding.com ou mailto:margaret@innerbonding.com

publicado por Paula Valentina às 00:41

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