Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Algumas duras verdades sobre o onanismo

Inventariar algumas das vantagens competitivas do onanismo sobre a relação sexual tradicional e fornecer enquadramento histórico ao acto da masturbação são os dois objectivos perseguidos por este pequeno e despretencioso texto, que surge como resposta a uma questão lateral abordada no debate sobre a magna e candente questão das regras mínimas de boa educação a observar quando se procede à limpeza do salão.
Como prolegómeno ao tema, acho imprescindível lançar alguma luz no domínio dos conceitos.

A Nova Enciclopédia Larousse é taxativa ao afirmar que onanismo e masturbação são sinónimos absolutos - e define o verbo transitivo «masturbar» como o acto de «conseguir o prazer sexual através da excitação manual das partes genitais».

O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa alarga, de forma considerável, o âmbito do fenómeno masturbatório ou, se preferirem, onanista.

«Masturbar», no sábio entender do Houaiss, é «estimular os próprios órgãos genitais ou os de alguém para (se) dar prazer, para alcançar ou fazer alcançar o orgasmo».

Dito por outras palavras, o douto Houaiss considera redutora a definição da masturbação como um prazer solitário. A masturbação não se esgota na auto-estimulação e compreende também o acto de estimular manualmente as partes genitais de outra pessoa.

No entanto, acho que toda a gente está de acordo comigo se eu disser que ninguém melhor do que nós próprios sabe calcular o rtimo a imprimir à estimulação dos nossos genitais por forma a obter um orgasmo mais rápido e melhor.

Apesar de ninguém ser mais competente que nós no acto da masturbação, deve admitir-se que o jogo da masturbação em simultâneo - o homem masturba a mulher, que por sua vez está a masturbar o homem (os exemplos dados são, propositadamente, de relações hetero e não homo) - encerra em si uma grande simbologia e um enorme potencial erótico..

Chegados a este ponto, acho importante sabermos que o vocábulo onanismo deriva de Onan, personagem bíblica, um hebreu que não queria ter filhos e, por isso, praticava o coito interrompido com a mulher, espalhando o seu sémen pelo chão.

Além de ser um exemplo de desperdício (estão cienificamente comprovados os efeitos benéficos na pele do esperma), este truque não deixa de ser curioso e estar prenhe de actualidade neste momento em que as consciências do nosso país se estão a dividir entre partidários do Sim e do Não no próximo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.

A propósito, é fundamental esclarecer que, ao contrário do que muita gente pensa, a masturbação não é uma invenção recente.

As investigações levadas a cabo pelo reputado arqueólogo britânico Timothy Taylor garantem-nos que o sexo na Pré-História era uma actividade tão divertida quanto nos dias de hoje. Timothy estudou vários objectos com figuras de mulheres que supostamente estavam a dar à luz e concluiu, do alto da sua sabedoria de professor da Universidade de Bradford, que não era nada disso. O que as mulheres estavam fazer era a masturbar-se, o que vem contrariar a ideia preconcebida de que o sexo na Pré-História cumpria unicamente uma função reprodutora.

Em resumo, e para concluir sinteticamente, enuncio as quatro maiores vantagens comparativas da masturbação a solo sobre o sexo a dois:

1. É garantido que não apanha qualquer doença sexualmente transmissível, como a terrível praga da Sida ou os mais populares e históricos esquentamentos;

2. Pode fantasiar que está fazer amor com quem lhe apetecer (Gong Li, Scarlett Johansson e a vizinha do andar de baixo incluidas), fazendo recurso às modalidades, situações e posições que melhor lhe aprouverem;

3. No final não tem de estar a fazer paleio de circunstância - se quiser pode virar-se logo para o outro lado e começar a ressonar, que no dia a seguir não ouvirá queixas ou recriminações de qualquer espécie;

4. Usufruirá de uma encantadora descontracção durante a caminhada para o orgasmo, pois ninguém o vai acusar de ser um ejaculador precoce ou sussurrar-lhe ao ouvido: «Querido, está-se a passar alguma coisa?.. É que nunca mais acabas...»

Publicado sábado, 6 de Janeiro de 2007 18:35 por Jorge Fiel
publicado por Paula Valentina às 03:13

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